Tuesday, March 31, 2015

Weiss ?


Fala ae mano! Na paz?
Hoje lembrei de uma parada sinistra que rolou tempo atrás e que agora eu entendi tudo. Vou contar.

Um tempo atrás fui na casa de um mano aqui da comunidade.

O cara falô “Vai entranu”.

Entrei e fui lá pra cozinha e o cara falô pra sentar e com aquela cara de interrogação apontou para o copo na sua frente e me perguntou “Vais”? Ai pensei: Pô o mano tá gastando o portuga hein ? Então respondi: “Vous”! (tipo se sentindo!)

Quando o cara serviu, o treco tava meio nublado, sabe? Num era limpo e cristalino como a Pilsen!

Ai perguntei pro cara: Acho que estragou essa breja mano! Ela num tá clara! Tá meio esquisita.

Ai ele me explicou: Isso é cerveja de trigo! É “turva”! Prova ae.

Beleza. Não entendi o tal do “turva”. (deve ser tipo que estragou mas o mano num quer dizer). Mas pensei, vamo provar. Bebi a breja e tinha um cheirinho de banana, dá hora. (deve ser o tal do turva que o cara falou).

E agora que tô estudando é que eu entendi a primeira pergunta quando cheguei na casa dele e o tal do turva.

“Vais” na verdade é “Weiss”, que é branco em alemão. E Weizen é trigo. Cerveja branca, cerveja de trigo. 
E a palavra “turva” é o tal do nublado. É porque a cerveja não é filtrada e tem fermentação na garrafa para gerar o gás carbônico e alguns aromas e sabores e tem muita proteína por conta do trigo.

Mas li também que tem cerveja de trigo que é filtrada (filtra a proteína e todas outras coisinhas) e fica transparente e ai ela tem no rótulo escrito que é “Cristal”.

E ainda tem uma pá de outras cervejas que levam trigo. A coisa é loka!


Vô estudando aqui  e vô publicanu.

#énóisnafita. Fui mano. Boas breja.

Monday, March 30, 2015

PILSEN


Vamos começar entendendo que as “cotidianas de até hoje” são denominadas “Pilsen” porque são claras, transparentes, espuma branca que fica ali paradona, lindona, grandona.  Xique no úrtimo.
Pra gente começa a entende, Pilsen é uma cidade na Alemanha.
Em Pilsen foi criado o estilo Pilsener  esse “er” do fim da palavra a gente pode traduzir como que um “nascido em”, então Pilsener é “nascida em Pilsen”.  (caraca, agora esbanjei).
Este estilo encantou a todos que moravam lá na Alemanha porque a cerveja era leve, clara e transparente e até antes de sua invenção as cervejas apesar de deliciosas eram escuras e defumadas por conta do malte que era seco com carvão o que os torrava e defumava.
O estilo original Pilsener tem uma característica que a nossa indústria retirou dos exemplares do nosso dia-a-dia que é o “sabor” do malte, o “amargor” presente e delicioso e o “aroma” de lúpulos nobres e maltes.
Aqui no Brasil, quando esta cerveja clara e límpida foi introduzida e passou a ser produzida, ela foi digamos “ajustada” (no papo reto: “destruída”) para o paladar tupiniquim, e perdeu amargor, perdeu sabor de malte. Perdeu tudo. Ficou uma aguinha rala.
Lá na Alemanha esse estilo é puro malte (100% malte) e aqui no Brasil misturaram milho para ficar mais barato de produzir e ganhar mais dinheiro com isso.
Então até hoje, aqui no Brasil, a gente chama de Pilsen uma cerveja que se transformou em outro estilo, e que leva milho e tem muita química.
Bom, acho que já deu pra entender né? Chega de bla-bla-bla. Vamos ao que interessa. Beber e comparar.
Comece comprando exemplares “das diferentes” (mais caras) onde está escrito Pilsen ou Pilsener. E compare com as comuns do churrascão. Basta ler no rótulo ou no contra-rótulo.
Bota ela na geladeira, mas não coloca a -4°C (#pelamordedeus). Coloca na porta da geladeira por exemplo. Ali fica sempre entre 5 e 8°C.
Se quiser coloca uma do churrascão junto para você comparar.
Serve as duas, em copos separados viu?
Tente sentir o sabor adocicado do malte, o amargor do lúpulo, a cor mais dourada.
Não estou dizendo que você tem que gostar! Apenas experimente e compare. Só isso.
Outras coisas básicas pra gente entender direito sem frescura:
  • Sabor é o mesmo que gosto.
  • Aroma é o mesmo que cheiro.  
  • Espuma é o colarinho.
No próximo post a gente avança nessa treta de tentar entender e buscar sabores que sejam do seu agrado, do seu paladar. (sabor do trigo, amargo do lúpulo, aroma do lúpulo, sabor do malte, torrado, pão, frutas secas, temperos, aromas de chocolate, cítrico como laranja, e por ai vai).
Experimenta e depois me conta.
Agora você já não vai ficar boiando na rodinha de caras que ficam falando de IPA, Tica e Mica.
Bora lá. Beber. Consciente. Beba menos. Beba melhor.
#Vaicomtudoporémtodaviamano! Se joga.

Sunday, March 29, 2015

Ingredientes


Mas mano o que é “puro malte”? O que é “malte” meu?

Malte é a cevada (grão) processada (faz ele ficar mais cheinho, gordinho, e ai seca ele no calor: de clarinho até torradão) .

"Puro malte" quer dizer que a cerveja só usa grãos malteados, não mistura com grãos não malteados. Quando ela não é puro malte é porque tem outros grãos, como milho, arroz na sua fórmula.

Tem algo de ruim em ter milho na formula? Sim o gosto e o aroma. Pega uma espiga de milho e ferve ela em uma panela. Cheira a fumacinha. O que você acha de cheirar sua cerveja e ela ter cheiro de milho? Se achar que é gostoso...então manda ver. (eu num gosto).

Ai tem o tal do negócio que deixa a breja amarga, que é chamado de “lúpulo”. Eu li que é uma flor e é da família da maconha! Pô fiquei amarradão nesse tal de lúpulo! Ai tem um montão de tipo de lúpulo, uns mais leves que dá amargo levinho, outros só cheirosos, outros mais amargão forte, outros cítricos. Pô o lance é doido!

Ai tem a água, que o povo fala por ai que é o que faz a cerveja diferente.

Pô o que faz a cerveja diferente é tudo junto, meu! Se liga.

A água como todos outros ingredientes pode ser tratada, modificada, e por ai vai. E os maluco fazem a água ficar igual lá da Alemanha ou da Inglaterra, o que eles quiserem. Show.

E por fim tem um trequinho que fermenta a parada. Porque cerveja é fermentada, isso todo mundo sabe.

Mas o que você num sabe é que o fermento gera sabores e aromas na cerveja. Ele come o açúcar e caga (opa foi mal), libera (chique) o álcool e outros sabores e aromas. Muito loko esse bichinho. Dá hora!
Diz que é microscópico (pequeniníssimo quase invisível, num dá pra vê assim com os óio sem lupa). E diz que é um fungo. E ainda tem outros malucos que usam bactérias para fermentar cerveja e ela ficar assim meio amarguinha, tipo Yakult, saca?

Ai depois tem uma pá de gente que bota pimenta, temperos, frutas e varias outras coisas na breja.

Tô ligadão nessa idéia! È bom sabe esses treco.
Amanhã vo le mais. E bebê um pouco né !

Saturday, March 28, 2015

Cerveja Artesanal


Cerveja das que o povo chama de “normais” (Brahma, Skol, Antártica, Kaiser, etc..) são apenas para refrescar (bebe um golão e fazer aaaahhhhh), não são para degustar (chique), e tem obrigatoriamente que ser bebidas bem geladas que é justamente para não sentir nenhum sabor e nem aroma! (pois ou não existem ou são ruins). Ok, beleza. E refrescam e boa. É pra dizer: Vamo enchê a cara. Que eu quero fica loko.

O grande problema dessas tradicionais do churrascão é que elas têm tanta química que no dia seguinte você tem piriri (sabe o que é piriri? Caganeira, cocô mole, essas coisas), além da dor de cabeça, enxaqueca, ressaca, etc.

Já as cervejas coloridas (branca, “dourada” (chique), laranja, vermelha, marrom, preta) e de rótulos diferentes, estas tem dois tipos: as que são feitas em indústria grandona e as que são feitas de forma artesanal com a intervenção do artesão (mestre-cervejeiro). As artesanais têm a tendência a ser mais próximas do 100% naturais.

Tem industrializada principalmente importadas que são boas, mas também tem coisa ruim.

Tem Artesanal boa, e tem ruim.

E como saber o que é o quê? Quem é bom e quem é ruim?

O melhor é procurar as “puro malte” (tipo puro sangue, manja?), sem química, natural, coisa da boa.

As que o povo tá chamando de “artesanais” estas têm a tendência a ser mais naturais, sem aditivos químicos e com isso já tem um enorme ganho em comparação com as “outras mundanas”.

Toda fabrica, seja micro-cervejaria ou mega-cervejaria, é considerada de produção industrial, mas quando o mano bota a mão dele lá no processo, pega nos ingredientes, ajusta na raça ai tem o dedo do artesão, então é artesanal.

E ai tem as fabricas que tudo é automático e o fulano não bota a mão em nada. Ai é em grande escala e deixa de ser “artesanal”.

Bom seja artesanal ou não, o lance é procurar as puro malte, sem química.

Obviamente que tudo o que tem álcool em sua formulação vai gerar embriaguez (o loko tô gastando meu portuga) se exagerarmos, “possível” piriri (por conta do fermento em alguns estilos), mas dificilmente você terá ressaca. Talvez sede.

Ai tu vai me perguntar: E esses tais de nomes esquisitos: IPA, IIPA, Zica, ... Que xunga é isso?

Bom, vamos devagar que é para não machucar.

Amanhã tem mais. Fui!

Friday, March 27, 2015

Cerveja sem frescura, meu


Pô mano, beber cerveja hoje em dia ficou complicado né? Tem muita opção, muita palavra que eu nem sei o que é, muita coisa esquisita.

Você entra no mercado e tem um montão de marcas, cores, rótulos, e principalmente preços.



Ai você pensa? Porque eu vou beber uma cerveja de 10 mango se “as de sempre” custam metade ou menos do que isso e dá na mesma?

Mas ai eu fiquei pensando comigo mesmo.... Será que dá na mesma, mesmo? (mesma mesmo...mesma mesmo...fez ééécooo na minha cabeça...).

Até pouco tempo atrás era tão simples, era só chegar chegando no bar e pedir uma “gelada” (“Vê uma gelada ai migo”) que tava tudo certo!

Agora o cara vira e pergunta: Qual estilo? Pô meu! Estilo... “gelada”..!

Então se enchi e resolvi comprar uns livros e estudei. Experimentei. “Degustei” (é chique). E decidi dividir aqui com vocês o que eu aprendi.

Sem frescura. Direto e reto...: “Não dá na mesma”.

Vô te ajudar a entender essa treta. Vamo com calma.
Não perde a linha e me visita ai amanhã que o papo continua....